Sensei Angelo Villaça

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Copa do Mundo de Judô 2010 em São Paulo - Hebraica.








Data:
29/05 - sábado
30/05 - domingo

Horário:
Classificatórias: às 10h
Finais: às 16h

Local:
Centro Cívico
Poli A e B

Vamos assistir aos maiores atletas da modalidade e torcer para a Seleção Brasileira de Judô!

Resultados do Grand Slam do Rio de Janeiro - Judô 2010

22 e 23 de maio de 2010

Resultados:

Feminino
-48 kg Tomoko FUKUMI (JPN)

-52 kg Misato NAKAMURA (JPN)

-57 kg Kaori MATSUMOTO (JPN)

-63 kg Yoshie UENO (JPN)

-70 kg Lucie DECOSSE (FRA)

-78 kg Ruika SATO (JPN)

+78 kg Lucija POLAVDER (SLO)

Masculino
-60 kg Hiroaki HIRAOKA (JPN)

-66 kg Alim GADANOV (RUS)

-73 kg Hiroyuki AKIMOTO (JPN)

-81 kg Tomislav MARIJANOVIC (CRO)

-90 kg Hugo PESSANHA (BRA)

-100 kg Elco VAN DER GEEST (BEL)

+100 kg Kazuhiko TAKAHASHI (JPN)

domingo, 23 de maio de 2010

Hugo Pessanha foi o único ouro do Brasil no Grand Slam do Rio de Janeiro.

Hugo Pessanha, da categoria médio (-90kg), foi o primeiro e único brasileiro a garantir a medalha de ouro e lugar mais alto no pódio para o país no Grand Slam do Rio de Janeiro, neste domingo, no Maracanãzinho, no segundo dia da competição. Ele obteve vitória por ippon na final sobre o russo Kirill Denisov.


Assim, o país terminou o torneio na terceira posição geral, com um ouro, uma prata e quatro bronzes. O campeão foi o Japão, com oito medalhas de ouro, duas de prata e três de bronze. A segunda colocação ficou com a Rússia, que faturou um ouro, duas pratas e dois bronzes.

Pessanha fez uma brilhante campanha no torneio e fechou com chave de ouro, batendo o russo em revanche da derrota que havia sofrido para o europeu no ano de 2009. O brasileiro ganhou quatro de suas cinco lutas por ippon, o golpe perfeito do judô.


Após passar pelo argentino Hector Campos, pelo italiano Walter Facente, por Marcus Nyman, da Suécia, e pelo japonês Daiki Nishiyama na semifinal, Pessanha fez uma grande decisão contra Denisov. Após abrir vantagem com um wazari, o brasileiro conseguiu o ippon no cronômetro quase zerado para garantir a primeira colocação.

Nos meio-médios, Leandro Guilheiro manteve o bom momento. No terceiro Grand Slam da temporada, terceiro pódio. Desta vez, porém, a medalha foi de bronze. Ele perdeu na semifinal para o holandês Guillaume Elmont, por punições. Ele tinha vencido o rival no Torneio de Paris – em que venceu o seu primeiro Grand Slam -, mas desta vez a tática atrapalhou.

Elmont lutou sempre com o braço direito estendido e o lado esquerdo do corpo recuado, aumentando muito a distância para o brasileiro. Mais baixo que o adversário, Guilheiro não conseguiu a distância necessária para encaixar seus golpes e não conseguiu forçar uma aproximação. “Ainda sinto a diferença de força. A estratégia que ele usou deu certo. Foi bem diferente da primeira vez que nos enfrentamos”, disse o brasileiro ao SporTV.

O Brasil também conquistou o outro bronze, com Flavio Canto, que perdeu por ippon na semifinal para Tomislav Marikanovic, da Croácia. “Pela manhã, disputei meu melhor campeonato do ano, pelo menos na parte mental. Agora à tarde, acho que não entre concentrado o suficiente”, disse Canto.

Mais uma medalhista, Mayra Aguiar passou pela chinesa Meiling Zhang, derrotou a francesa Celine Lebrun, mas caiu na semifinal para a japonesa Akari Okata, ficando com o bronze no Grand Slam do Rio na categoria dos meio-pesados.

“Não deu, dava para ter feito mais, saí com essa sensação, mas fica a experiência. Acho que me faltou um pouco de malandragem, mas agora é analisar os erros e trabalhar em cima disso. Valeu pela pontuação, que tentarei conseguir a máxima possível para conseguir um lugar nas Olimpíadas”, falou Mayra, que angariou 120 pontos no ranking com o resultado.

Já Daniel Hernandes saiu com o quinto lugar e 60 pontos a mais no ranking ao cair nas quartas de final parao japonês Kazuhico Takahashi, por dois wazaris. "O torneio estava bem forte e o Takahashi é um adversário bastante perigoso. Nos primeiros golpes senti uma dor na costela e perdi um pouco de força nos movimentos. Se vencesse, já garantiria o bronze. Foi uma luta dura", disse o judoca.


Fonte UOL Esporte.

sábado, 22 de maio de 2010

Grand Slam do Rio de Janeiro - Judô.

A programação do Grand Slam brasileiro começa hoje (22/05/10) às 9h30 no Maracanãzinho. As finais são disputadas a partir de 16h30.

sábado, 24 de abril de 2010

Equipe do Sensei Angelo é campeã no Colégio Alvorecer.

Parabéns a todos os atletas que participaram do campeonato do Colégio Alvorecer.

Com dedicação nos treinos e com um ótimo resultado individual, trouxeram o título de campeão ao Colégio Domus Sapientiae no torneio.

Em breve fotos do evento.

By Dimi

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Campeonato do Colégio Alvorecer.

Sábado próximo teremos o campeonato do Colégio Alvorecer.
Av. Pompéia, nº 634
Perdizes - São Paulo.

Com início às 08:30hs!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

O Respeito ao Outro (Daniel Carreira)

PASSAGENS DE UM EX-JUDOCA (I):

O RESPEITO AO OUTRO

11/04/2010 11:31:18
Quando ainda jovem atleta e praticante assíduo no seio da Lapa Judô Clube, sonhávamos com o ingresso na Escola de Educação Física da USP para, a partir de uma esperada apropriação de saberes, contribuirmos para o aprimoramento do que acreditávamos ser uma prática socialmente relevante, o Judô. Tínhamos em mente, como está descrito em reportagem da época (no extinto periódico A Gazeta Esportiva – SP), “contribuir para o reconhecimento da prática do Judô como elemento relevante à formação humana”. Havia em nosso pensamento o desejo de fazer constar esta prática como “obrigatória” no seio da educação básica nacional (as aulas de Educação Física), acreditávamos que os ensinamentos vividos nos longos anos de nossa dedicação ao esporte (que era muito mais um encontro de amigos irmanados em torno de um objetivo comum, o aperfeiçoamento de nossas técnicas).

Vieram alguns títulos locais, regionais, estaduais, nacionais e internacionais (poucos) que, em determinado momento, serviram, até, como critério de atribuição do segundo grau à nossa faixa preta.

Interessante foi, e ainda temos muito forte este sentimento, que nossos desejos foram sendo, gradativamente “minados” pelos desencontros vividos sob a orientação de falsos mestres.

Neste espaço que nos é reservado por um grande amigo desejamos expor, mesmo que muito tempo passado de nossas desilusões, algumas passagens que determinaram, amigos dizem precocemente, nosso afastamento dos espaços de prática dessa modalidade.

O lugar do outro
Assim como o criador da modalidade apresentou sua obra aos seus discípulos à época, aprendemos com o saudoso professor Oide que para aprendermos algo teríamos que nos doar ao outro, favorecer o seu aprendizado e desta relação crescermos juntos. Enquanto nossa prática estava restrita ao galpão da Rua Clélia, na Lapa, vivíamos intensamente este princípio, protegíamos nossos colegas de aprendizagem, aperfeiçoamento e competição. Vez por outra éramos solicitados de realizar determinada “pegada”, aquela para a qual nosso colega tinha dificuldades, de forma a permitir sua evolução. Lembro-me até hoje que em todos os treinos buscava o Sérgio Akira Oide, filho de nosso professor, para vivermos a situação de lutarmos com um judoca sinistro (pois a grande maioria dos colegas eram destros) e muito ágil (extremamente ágil). Com ele era possível aprimorar nossas técnicas. Simplesmente fantástico.

Passados alguns anos, surgem os treinos organizados pela Federação Paulista e Confederação Brasileira, alguns no clube Pinheiros, outros no Tietê e, também, na rua França Pinto, tatame da Federação Paulista.

Com eles, predominando para os que tinham a oportunidade de serem selecionados (classificados em campeonatos paulistano e paulista), surgem alguns comportamentos que não vivíamos em nosso espaço de aprendizagem. Estes fatos começam por demonstrar a necessidade de alterações profundas em nossos pensamentos quanto ao Judô que nos era ofertado.

Em um desses treinos, num final de semana, lembro-me que os membros da seleção paulista, eram colocados de um lado do tatame, cerca de 10 a 16 atletas, e do outro um “batalhão de outros atletas” que lutavam seguidamente com os membros da suposta equipe paulista. Um desses “convidados”, vindo do interior, sofre uma queda e sente muita dor em seu ombro. Vendo a situação deste jovem colega, fui até e questionei-o sobre o que estava sentindo e este nos informa que a dor no ombro era muito intensa (já suava frio e muito branco – sinais de muita dor). Imediatamente procurei pelos responsáveis pelo treinamento solicitando que dessem ajuda ao colega sendo que recebi a seguinte orientação: “volte para o seu lugar, treine muito e deixe que isto é fingimento, ele não é suficientemente forte para estar aqui, este treino é apenas para os fortes”.

Ao final do treino, juntei-me ao garoto e solicitamos a ajuda de um pai de nosso colega, Roberto Machusso, que conquistou levar o jovem para atendimento adequado. Após atendimento confirmou-se uma fratura da clavícula. Comecei, então, a questionar a prática preconizada e dirigida por estas pessoas. Jamais em nosso espaço na Lapa Judô Clube isso ocorreria e quando um de nossos sofria alguma lesão, mesmo que leve, recebia as atenções dos demais e, diga-se de passagem, raras eram as lesões. Uma dessas vítimas de treino (no dojô da federação) foi o saudoso amigo Tetsuo Fujisaka, que teve fratura de seu pé (um treino de aperfeiçoamento passa a ser tratado como uma batalha e não permitia mais a doação a que nos referimos).

Passo a questionar o ambiente que freqüentava, ainda pessoalmente e internamente, pois todos sabem como é (pena que não posso usar o tempo do verbo no passado) interpretada a manifestação de um atleta aos “superiores e magnânimos senhores do poder”.

Se o criador buscou eliminar as técnicas que poderiam causar algum tipo de lesão, como justificar estas ocorrências e, infelizmente, o tratamento dispensado ao praticante doador de seu corpo para o aperfeiçoamento do outro?

Com falar em respeito aos outros se os outros são menos outros? Seria o judô, de fato, algo apenas para os fortes? Outra contradição. Teria esta situação sofrido transformações?

Em nossa recente experiência, com um grande amigo Walter Roberto Correia, conheci uma “arte” em que estes preceitos estão presentes e, de fato, o Walter atua na vida ao lado dos amigos com esta mesma atenção e carinho, não só nas possíveis lesões corporais. Muito além disso, atento aos momentos de dificuldades dos amigos e, também, torcendo pelo sucesso, em todos os campos humanos, de seus pares.

Não sinto esta atitude presente no judô. Não vejo que jovens praticantes sabem do que estamos falando. Aliás, não sei se entre um treino e outro encontram tempo para pensar na abrangência das práticas corporais coletivas. Tenho dúvidas se os atuais professores preocupam-se com seus alunos como Oide se preocupou conosco. Meus colegas da Lapa Judô Clube certamente irão levantar algumas falhas de nosso professor, mas tenho a certeza que ele deve ser interpretado como humano, e suas falhas, em meu caso particular jamais produziram marcas negativas como as que tenho de outros supostos “professores” que hoje me sinto à vontade para relatar.

Daniel Carreira.

Fonte: JUDOPAULISTA

By Dimi.